É espaço para sim e para não. Para surpresa. Vivemos no medo que impede "a graça", todo "poder" parece estar no Homem. O medo e o desejo pelo poder andam juntos. A renúncia do poder e a graça, também.

Contato com o que vai além de mim mas que passa por mim. Sem essa experiência, como é que não vou sentir medo? Parece que ao confiar apenas nos recursos que entendemos ter em nós mesmos, persiste com força a iminência de um medo imenso.

De manhã: limpeza do Hospitale, limpeza na frente da casa.

Também na noite anterior, um aprendizado importante sobre a tentativa de sempre procurar uma régua universal. Uma compreensão universal, um limite ou uma solução universais. Fratello me interrompeu dizendo que se tentamos medir os milímetros com precisão, acabamos perdendo algo e não ganhando!

De noite, com bike na campagna para finalizar trigo: passar de novo todo trigo na máquina separadora azul, ensacar, cobrir máquinas. O que caiu no chão fica para as galinhas ( eu querendo raspar tudo que era possível para o máximo de farinha possível, aprendendo a deixar na terra o que cair na terra).

A cor dos tomates, "vermelho", em meio ao verde é o que nos permite ver e colher. É um olhar. Alguns tomates crescem entre o caule e o bambu que está ali para ajudar a planta a suspender. Fica preso porque cresceu até o limite do espaço que abriu.

A fruta já nasce prenha?

Receita do molho: cebola com azeite + cenoura em pequenos cubos + vinho branco + pomodoro cortado.

Tomate em contato com chão estraga mais rápido. Ao colher, dávamos uma erguida nos que ficam ainda na planta, para não ficarem em contato com a terra.

Homem cria caminho do tomate para cima, para que não se perca pelo chão.

Peças etruscas e de antes deles encontradas na beira do Lago Trasimeno durante algumas escavações recentes ali. Algumas palavras sobre a pesca e a “não-comunidade” entorno dela. O sentimento de estar no mar onde nenhum sistema de saúde pode ir resgatar você quando o vento bate forte… 

O som da chuva faz silêncio em mim. ( imagem dessa página do diário).

Mais sobre a estadia em San Feliciano

No andar de baixo de uma casa, encontramos o quarto/sala preparado para nos receber por 3 meses.

De Andrea, nosso anfitrião, sabíamos que era um engenheiro que virou pescador e que vivia de modo simples. Depois de 7 horas de trem encontramos Andrea no banco da estação de trem próximo a vila em que vive. Foi nessa mesma estação, dessa vez na plataforma dela, que nos despedimos de Andrea 3 meses depois.

Logo nos primeiros dias conhecemos um cômodo da casa que era chamado Hospitale de San Cristoforo. Uma bibliotequinha pessoal com uma mesa de jantar, um fogão e uma pia, uma cama, uma cômoda e uma rede. Toda vez que entrávamos lá, sentíamos vontade de ficar ali. Quando começamos a frequentar o Hospitale para cozinharmos e comermos juntos, para lermos juntos e para muitos momentos de conversas e reflexões, fomos percebendo a vontade por cuidar desse espaço e estar ali.

Andrea morava de frente para o lago, não por vontade de ter vista para a paisagem, ele era neto de marceneiro, que fazia janelas, móveis e barcos. 

Viviam na vila de pescadores. Os avós paternos do Andrea também são parte do que precisamos mencionar para ir completando o ambiente que visitamos ali. Eles eram “campesinos”, camponeses, e Andreia, seu pai, irmã e sobrinhos seguem cuidando da terra herdada. A questão do que é herdado nos chamou muita atenção no convívio com essa família, eles moravam na casa que era dos avós, tendo seus móveis, livros, a oficina de marcenaria inteira. Dos avós que eram trabalhadores rurais, receberam a terra, as árvores que têm muita idade, a casa e seus móveis, os instrumentos de trabalho, a forma de armazenar os molhos de tomate

No andar de baixo de uma casa, encontramos o quarto/sala preparado para nos receber por 3 meses.

De Andrea, nosso anfitrião, sabíamos que era um engenheiro que virou pescador e que vivia de modo simples. Depois de 7 horas de trem encontramos Andrea no banco da estação de trem próximo a vila em que vive. Foi nessa mesma estação, dessa vez na plataforma dela, que nos despedimos de Andrea 3 meses depois.

Logo nos primeiros dias conhecemos um cômodo da casa que era chamado Hospitale de San Cristoforo. Uma bibliotequinha pessoal com uma mesa de jantar, um fogão e uma pia, uma cama, uma cômoda e uma rede. Toda vez que entrávamos lá, sentíamos vontade de ficar ali. Quando começamos a frequentar o Hospitale para cozinharmos e comermos juntos, para lermos juntos e para muitos momentos de conversas e reflexões, fomos percebendo a vontade por cuidar desse espaço e estar ali.

Andrea morava de frente para o lago, não por vontade de ter vista para a paisagem, ele era neto de marceneiro, que fazia janelas, móveis e barcos. 

Viviam na vila de pescadores. Os avós paternos do Andrea também são parte do que precisamos mencionar para ir completando o ambiente que visitamos ali. Eles eram “campesinos”, camponeses, e Andreia, seu pai, irmã e sobrinhos seguem cuidando da terra herdada. A questão do que é herdado nos chamou muita atenção no convívio com essa família, eles moravam na casa que era dos avós, tendo seus móveis, livros, a oficina de marcenaria inteira. Dos avós que eram trabalhadores rurais, receberam a terra, as árvores que têm muita idade, a casa e seus móveis, os instrumentos de trabalho, a forma de armazenar os molhos de tomate.

Indicações de livros

QUINZIO, Sergio. Mysterium iniquitatis. Milano: Adelphi Edizioni, 1995 (sobre fim dos tempos e tempo do fim)

Petrolio – fasolini (cita Illich)

Love of learning – Leclerq (Neto anotou em Florença)

Conversa em Lucca com Aldo

Potare i rami sechi – Onofre

Come leggere Illich?  - chanin (anotado no caderno azul pequeno - conferir)

La dismisura (Pubblicato dalle Editions Stock nel 2014 con il titolo di “Una question de taille”, il libro di Olivier Rey è apparso in lingua italiana nel 2016, lodevolmente curato per i tipi di Controcorrente da Giuseppe Giaccio, adottando il nome (vero compendio del ‘titolo dell’oro’ contenuto nel suo testo): “Dismisura. La marcia infernale del progresso”.anotado no caderno azul pequeno)

DI GIACOMO, Maurizio. Ivan Illich: Una voce fuori dal coro

MORELLI, Giovana. Poetica Dell’ Incarnaznazione: Prospettive mitobiograche nell’ analisi filosofica

O DOCUMENTÁRIO

um relato de como aconteceu.

Convites, fotos da apresentação, o link para dele